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Múmia Americana pagando de \Só um postzinho rápido pra comentar a palhaçada de alguns camaradas da delegação americana que desceram do avião com uma máscara, para protestar contra a poluição em Pequim. Chega ao ponto do ridículo um representante do país que é o maior poluidor da face da terra, que tem um presidente burro que não cumpre com o protocolo de Kyoto, querer protestar ou falar alguma coisa sobre outro país. Se são militantes ambientais, deveriam ficar calados e envergonhados, pedindo desculpas por eleger uma besta e limitar sua ação a tentar consertar a CASA DELE PRIMEIRO.

Achei muito engraçado, e faço QUESTÃO de escrever em inglês também.

Just a quick post to talk about the idiotic attitude of some guys from the north-american delegation at the olympics, who came down from the plane with gas masks, to protest against Beijing’s pollution. It reaches the point of ridiculousness, the representant of a country that is the biggest polluter in earth’s face, which has a donkey president that fail to comply with the Protocol of Kyoto, wanting to protest or talk about another country. If they are environmental activists,  they should remain silent and embarrassed, asking apologies for electing a stupid beast and limit its action to try to repair THEIR HOUSE FIRST.

Found it very funny, and NEEDED to write it in english too.

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É assim que eu me sinto quando começo a ler sobre a história da computação. Começei a escrever algumas coisas para postar aqui sobre isto, e a genialidade das coisas que eu vi lá atrás me deixou… perplexo. A impressão que eu tenho é que em algum lugar as pessoas perderam alguma coisa, e que depois disso tudo piorou muito. Ou deixou de melhorar.

As coisas mais notáveis foram criadas até 1985. Depois disso, muito se mexeu, muito se copiou e muito aprimoramento (claro) apareceu, mas a grande estrutura foi ali definida, e permanece até hoje. Fiquei pensando: será que ainda tem espaço para novas invenções para Desktops? Os PCs parecem ter chegado num limite meio intransponível, ou talvez a inovação tenha deixado de procurar novas formas.

Computador LISA, da Apple ComputerVeja: em 1983, com o lançamento do Lisa, a Apple tinha basicamente tudo de mais importante que existe hoje no Windows, o “mais importante” sistema que existe hoje no mercado [cabe aqui um pedido de perdão para todo mundo que usa, como eu, Linux - neste contexto ainda não cabe falar de nós...]. Sistema operacional gráfico, programas em janelas, mouse, menus drop-down, drag and drop, copiar e colar, nomes de arquivo extensos… Sem entrar no mérito de cópia ou não cópia dos sistemas da Xerox, era impressionante o que um processadorzinho trash como o do Lisa podia fazer com um software bem feito.

Claro… Quando eu digo que todas as coisas já foram inventadas é apenas uma piada - se eu acreditasse mesmo nisso, não seria sócio de uma empresa que produz software. Mas tá cada vez mais difícil ter A idéia neste contexto. Acho que para os pioneiros havia um grande território 100% inexplorado. Era como papel: aceita qualquer idéia. E muitas floresceram, outras não, outras demoraram 10 anos pra realmente terem efeito. Mas, por ser “papel em branco”, tudo o que se tinha em mente era possível fazer, e tudo era novidade. Esta era, para o Desktop, terminou. Eu acho né.

Quem sabe alguém (de repente um de nós) tem um click e entra com um modelo completamente inovador e simples de se gerenciar as coisas…

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Anos e anos de suposta rivalidade é o que cerca a história de Bill Gates, o famoso (porém não único) fundador da Microsoft, e Steve Jobs, o famoso (porém não único) fundados da Apple Computers, atual Apple Inc. Provavelmente a rivalidade é mais real do que suposta - atuaram diretamente no mesmo mercado, numa época onde Software e Hardware viviam em uma “simbiose”, ou seja, não havia até então o conceito de fabricar o hardware sem um software que o acompanhasse.

Deste novo modelo, surgiu a Microsoft. Essa história pode ser vista no famoso filme “Os piratas do Vale do Silício” (percebam que eu adoro a Wikipedia… hehehe), um prato cheio para quem gosta de história dos computadores. Bem, anos se passam, Steve Jobs sai da Apple, a Microsoft lança o Windows, Steve volta para a Apple e, de repente, “reata” com Gates. Mais alguns anos e máquinas da Apple voltam a rodar software Microsoft.

Andando pelo YouTube, como de costume, achei uma entrevista feita com os dois rapazes juntos, em 2007, na D5 All Things Digital conference no Vale do Silício. Muito interesante e inspiradora para aqueles que gostam de tecnologia. A visão de ambos sobre o negócio, e o “acreditar na idéia” são claros em diversos pontos da entrevista. Provavelmente por isto eles tem tanto sucesso.

Prometo que futuramente escreverei mais sobre história dos computadores. E que escreverei também sobre Stephen Wozniak, “o outro Steve” da Apple (e ao meu ver um grande gênio).

O vídeo tem 7 partes. É meio confuso, pois tem Part 1 of 7, 2 of 7, 3:1 of 7, 3: 2 of 7, 4: 1 of 7, 4: 2 of 7…. até a 7. Acho que cortaram as partes em mais partes… Se alguém souber um link melhor pra esta entrevista, por favor, poste nos comentários!

Abraços e até a próxima!

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Depois do meu último post, voltei para Itajubá. Para aqueles que não sabem, sou empresário, proprietário da B2ML Sistemas, uma empresa de tecnologia situada em Itajubá, na Incubadora de Empresas INCIT. Após alguns dias resolvendo os problemas corriqueiros da empresa, iniciei um treinamento proporcionado pelo SEBRAE em parceria com a ONU - Organização das Nações Unidas, o Empretec.

Logomarca do Empretec e das Nações UnidasO Empretec é um seminário de imersão, e que tem foco no comportamento do participante, empresário ou futuro empresário. Começou no sábado, e durou 9 dias - ou seja, acabou num domingo. Isto significa que emendei três semanas de trabalho, contando com esta. Mas digo - VALEU A PENA!

Desde o sábado, percebi que o ritmo era muito forte. Era um total de 9 horas de palestras, dinâmicas e atividades dentro de sala adicionadas de diversas atividades a serem desenvolvidas durante o período livre, ou seja, horário de almoço e noite adentro. Foram muitas atividades, muitas vivências e fatos desencadeados pelo Empretec. Acabei dormindo mais ou menos 4 horas por noite, escrevi mais ou menos umas 100 folhas entre projetos, rascunhos, atividades e “selos”.

O contato com empresários de outros ramos, trabalhar em conjunto com pessoas nem sempre conhecidas e o método utilizado transformaram a mim e a turma toda. Se de início eu estava vendo com certa descrença o método e o próprio curso, posso dizer que mudei completamente a minha forma de pensar: o Empretec é atividade OBRIGATÓRIA se você tem ou pretende ter uma empresa. Se você se permitir, opera verdadeiros milagres no seu comportamento.

As mudanças que o Empretec causou em mim já se refletem dentro da empresa - desde o planejamento até a execução, estou agindo diferentemente. E isto está trazendo desde já um resultado incrível! Recomento a todos - empresários ou não - este ótimo seminário. E aproveito para agradecer os facilitadores Mônica, Júnior e Aline pela oportunidade.

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Pois é, os poucos que acessam este blog devem ter percebido a baixa freqüência de atualização em seu conteúdo. Isto se deve a basicamente dois problemas:

1. Não consigo me decidir sobre o que escrever. Um blog com uma salada de assuntos é um saco de ler, ou melhor, quase não é lido.

2. Estou mudando de cidade, correndo que nem um louco, e não consigo parar pra escrever nada… Nada de bom, pelo menos!

Provavelmente os temas vistos aqui devem mudar drasticamente. De qualquer forma, não vou sumir com os tópicos antigos - vão ficar como histórico, para lembrarmos de como foi o começo.

Saudações a todos. Breve (?) novidades!

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A série relativamente nova (considerando a data do post) da CBS tinha que ser um sucesso: fala de nerds de uma forma real e, até onde é possível, digna.

Digo isso por saber que sou nerd também. Na verdade, hoje em dia muita gente é nerd, e nem é mais feio ser nerd como já foi um dia. Aliás, o termo surgiu do filme de mesmo nome (pelo menos é o que me disseram), e tem diversas definições. Você pode ver duas, a da Wikipedia e a da Desciclopédia, muito boa também.

Bem, mas voltando à série, posso dizer que garante muitas risadas. São dois amigos, Leonard e Sheldon, que dividem um apartamento e ganham uma nova vizinha, muito bonita, a Penny. Leonard se apaixona e Sheldon começa a sentir seu espaço invadido. A série conta, ainda, com os dois distintos amigos de Sheldon e Leonard, os igualmente nerds Wolowitz e Raj, que fecham o quinteto mais engraçado da atualidade, em minha opinião.

Cada um dos quatro amigos nerds tem características diferentes. Dá pra falar, quase, em uma graduação nerd, e uma unidade de medida (vejam como eu sou nerd).

Leonard seria o mais próximo da média das pessoas comuns, pois tem sua genialidade e gosta das coisas nerds, mas se porta (quase que) como as outras pessoas numa conversa ou no seu local de trabalho. Tem a auto-estima prejudicada por se comparar com os “normais”. Na série, ele tem doutorado e trabalha na Universidade da Califórnia. Sheldon se diz muito mais genial que Leonard.

Wolowitz seria algo do tipo “nerd-lover”, um pobre ser que não se enxerga. Ele não tem consciência de que a média das pessoas não considera normal aquilo que ele faz. Tem uma postura de conquistador, e tenta utilizar seu “charme nerd” para conquistar Penny, com horrorosas cantadas em 5 línguas, e com convites para encontros com seu personagem de WoW.

Raj não fala com mulheres. Veio da Índia, e fala um inglês cheio de sotaque. Com um pouco de álcool, é capaz de deixar a vergonha de lado e falar com todos, inclusive mulheres, mas perde completamente o senso de educação e polidez. Como todos, grande jogador de Halo e usuário de internet.

Sheldon, sem a menor sombra de dúvidas, é o mais nerd de todos. Com um ego maior do que o próprio planeta, terminou a graduação antes dos 20 anos, bem como mestrado e doutorado. Cheio de manias e regras para suas coisas, pode ser considerado um “control freak”, daqueles que catalogam até as meias por cor dentro da gaveta. Ácido e mal-humorado, é o maior estereótipo de nerd da série, e, na minha opinião, o mais engraçado.

Que cada nerd se classifique. Eu já me achei aí no meio. Dá pra achar todos os amigos também, e se sentir compreendido, por exemplo, quando fizer um “corujão” pra jogar CS ou outro jogo qualquer, ou quando questionar coisas que os outros jamais questionariam.

Mas o principal é ver essa série, que está na primeira temporada ainda. Dá tempo de ver desde o primeiro episódio. Aproveitem!

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Tava reparando esses dias em como a Globo consegue fazer o que quer. Foi ouvindo uma música muito ruim de uma banda aí, acho que chama NX Zero, que comecei a pensar: “Será que as pessoas realmente gostam disso?” Nada contra, hein, só não toque onde eu possa ouvir. Cada um, cada um…

Pois é. A música deles foi tema de alguma coisa da Globo, deve ter sido Malhação. OPS - tema não, senão vão me xingar, mas a música é parte da trilha sonora da série. Pois é! Aí as pessoas ouvem aquela música over and over again, e o “Altas Horas” os chama para serem entrevistados. Talvez eles participem do “Video Game”, quadro do “Video Show” e vão também ao “Programa do Jô”. Aí, a Globo também cria um “Prêmio MultiShow 2008″ e pronto: são grandes músicos, consagrados na mídia!

Muito legal isso! Eles criam sucesso. Literalmente. Acontece também com atores, eles estréiam na Malhação, e pouco tempo depois fazem uma novela das 6. Aí eles começam a ser elogiados no “Video Show” pela “incrível atuação” nessa novela (porque realmente não dá pra elogiar a Malhação), e logo ganham entrevistas no Jô e no Serginho. Viram grandes estrelas.

Um caso legal é esse da Marjorie Estiano, muito simpática a menina, eu particularmente gosto muito dela, mas foi um meteoro global total. Ela surgiu na Malhação como uma vilã, depois ficou boazinha. Era cantora, acabou gravando o hit num CD (nossa, a música eu não aguentava mais) e, não mais que de repente, todo mundo ouvia a música. Num passe rápido, depois das entrevistas nos conceituados programas, estreou como leading actress no horário nobre da globo, com a novela “Duas Caras”.

Deve haver competência, mas claramente tem apadrinhamento também. Do jeito que cria, abafa também alguns sucessos. Abafa alguns jornalistas também, me parece que da forma que lhes convém.

Foi com essa pulga atrás da orelha que fui procurar alguma coisa sobre Globo que pudesse cheirar mal. Depois dessa campanha “Qualidade - só se vê na Globo”, de produção extremamente refinada, comecei a me desagradar um tanto com as formas da empresa de se portar e fazer as coisas. A diferença que se vê entre as outras redes e a Globo também são enormes - até o formato de programas e noticiários são muito diferentes - o que não teria problema algum, se não fosse o fato de haver tanta discrepância entre as notícias do Jornal Nacional e a notícia veiculada nos outros.

Ih, tem vários casos desse tipo de acusação. Eu fico na posição de especulador, não tenho peso pra afirmar nada, nem conhecimento, mas o mínimo que posso ficar é intrigado com o tipo de informação que chega a mim pelos diversos meios. Veja, por exemplo, este artigo do Fazendo Média, “Jornalistas perseguidos na TV Globo”. Recomendo seguir os links no texto para ver o tamanho da coisa. Tem também o bom e velho “Além do Cidadão Kane”, que é um documentário produzido pela BBC e que não passou no Brasil porque foi proibido. Isto é, no mínimo do mínimo, suspeito. Sugiro que o assistam também, assim podem ficar com a pulga atrás da orelha como eu.

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Muito se critica a utilização da Internet, considerada excessiva nos dias atuais. Muito se fala na televisão sobre os males da grande rede, dizendo que, cada vez mais, nossas crianças a estão utilizando para os mais diversos fins, e que o maior mal seria o fato de que isto distancia as pessoas, limita o convívio e prejudica a formação do usuário como ser humano.

Desta postura, vem os mais diversos tipos de manifestação, que atestam o pouco conhecimento que as pessoas tem sobre como tratar um problema. Pais limitam o uso dos filhos, travam toda a máquina, impedem que utilizem o Orkut ou o MSN, como se isso fosse solucionar o problema. Como se este fosse o problema.

É interessante, pois isto aconteceu muitas vezes na história com várias coisas diferentes. Televisão em excesso prejudica, desenho em excesso prejudica… No mundo da computação, podemos citar diversas coisas, como por exemplo os jogos violentos. Wolfenstein 3D, Doom e Duke Nukem 3D foram praticamente banidos dos computadores dos jovens na minha época, pois supostamente transformariam os jovens em assassinos em série, sociopatas perigosos à sociedade. E então, diversos médicos aparecem no Jornal Nacional, atestando e justificando isto das formas mais absurdas. Depois do incidente no cinema em São Paulo, onde um estudante abriu fogo contra a platéia, a questão ficou ainda mais em destaque.

Engraçado, eu joguei muito esses jogos e nunca saí dando tiros em cinema. Posso dizer que até tive vontade em certas ocasiões… mas…

O que as pessoas não percebem é que o problema não está na Internet, no MSN ou no Orkut, nem no Doom ou no Duke Nukem, e sim em cada um. Por isso me soa até engraçado ouvir que a Internet afasta as pessoas e limita o convívio! Imagine, hoje com a Internet eu consigo manter contato com amigos que estão em São Paulo, Curitiba e Itajubá, tudo no mesmo lugar. Sei como anda meu amigo que foi pra Inglaterra, e coloca fotos no Orkut da viagem dele! Recebo e-mails dos meus pais, e combino as coisas por MSN com meus amigos, o que vamos fazer à noite ou pra onde vamos viajar no feriado.

Como a Internet pode limitar o convívio? Da mesma forma que a TV, o videogame ou uma cidade muito grande podem. Todos esses fatores podem estar presentes na vida das pessoas, mas cada um encara eles de uma forma diferente. Veja, eu com a Internet estreito meus laços, mas outros a utilizam para criar uma vida paralela, e se isolar das pessoas. Se não houvesse Internet, essas pessoas iam usar a TV para isto. O problema não mora na ferramenta, na desculpa utilizada para se isolar ou para surtar, mas sim no próprio surtado, no próprio isolado.

O risco que se corre com a má interpretação das coisas é o de se extinguir coisas úteis pelo mal uso que alguns fazem delas. Afinal, se fossemos pensar assim, até a sacolinha de supermercado é perigosa, vai que alguém coloca ela la cabeça e morre asfixiado? Vamos acabar com a sacolinha! Com o videogame, com o orkut… Com os carros, eles podem causar acidentes.

Onde mora o problema?

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Quem mora em cidade grande adora falar das vantagens disso. Acho impressionante como as pessoas enxergam tantas vantagens na loucura do dia-a-dia desses centros industriais, comerciais, residenciais…

Quando eu era mais novo, sempre quis viver em São Paulo. Afinal, “é lá que acontecem as coisas” e onde todos estão. Mas o tempo passou, e a vida me levou a um lugar muito, mas muito diferente mesmo de São Paulo. Fui estudar em Minas Gerais, numa cidade chamada Itajubá. Foi quase como uma sentença de morte saber que eu ia morar numa cidade que tinha menos de cem mil habitantes! Pra quem sempre ouviu sobre as maravilhas de São Paulo, aquilo só poderia ser mesmo um inferno.

E realmente, no começo não foi exatamente um caso de amor. Afinal, a cidade tem apenas duas casas noturnas, que nem sequer abrem no mesmo dia, e alguns poucos bares a serem freqüentados. Por algum tempo aquilo foi um grande problema, e muitas vezes pensei em dar um jeito de ir embora, de mudar de faculdade, sei lá, para estar perto de São Paulo de alguma forma.

Porém, é interessante ver como nós podemos mudar com o tempo. As experiências que se vive numa cidade pequena também tem sua beleza. Parece que as pessoas são mais amistosas, que é mais fácil se aproximar delas. Tudo fica próximo, tudo fica perto, e provavelmente você poderá se virar bem com uma bicicleta, ou mesmo a pé. Fazer um programa diferente pode não ser muito fácil dadas as opções, mas é possível estar todas as noites junto de amigos, sem que isto lhe ocasione desgaste de trânsito. Trânsito! Isto não existe em cidade pequena praticamente. Afinal, é aquela história, diz-se que em São Paulo você tem restaurantes de comidas internacionais em abundância, mas o que adianta isto se eu não consigo chegar neles?

Enfim, foi uma tremenda mudança. Hoje admiro muito mais, e almejo estar sempre morando num lugar como este. Onde eu acorde pela manhã e veja no meu horizonte, logo após as casas e prédios, montanhas e natureza. Um lugar onde 10 minutos são suficientes para ir de qualquer lugar a qualquer outro lugar, e que em 5 minutos eu possa chegar a uma cachoeira bem bonita…

Claro, a realidade da nossa vida nem sempre nos permite isto. Aliás, isto vem num momento muito interessante, pois estou saindo de Itajubá, e voltando para o estado de São Paulo, para Campinas, uma cidade bem cheia de problemas, trânsito, violência… Fica um sentimento prévio de saudades deste lugar que, espero eu, ainda voltará a ser minha casa.

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Astrofísica é um assunto fascinante, porém quase que inatingível pela maioria das pessoas. Conceitos de matemática, física e astronomia podem parecer muito complexos, e podem tornar um estudo, uma incursão nesta área tão interessante num primeiro momento pouco estimulante, dada a nossa formação comum.

No início dos anos 80 foi lançada a série Cosmos, escrita por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, fimada por 3 anos em diversos países. Esta série tem 13 episódios distintos, e chama a atenção pela trilha sonora extremamente agradável e, principalmente, pela forma de exposição do conteúdo científico denso. Carl Sagan é o próprio host do programa, e narra todos os episódios com uma linguagem suficientemente simples para que todos tenham condições de entedê-la.

Nos últimos anos, a série passou por algumas revisões, dadas as mudanças políticas no planeta e a novas descobertas científicas, porém mantém-se quase sem correções, o que demonstra a grande qualidade do trabalho. A série mostra de forma fascinante o universo em que vivemos, abrange astronomia, astrologia, teoria da relatividade, estrelas, efeito estufa, galáxias… É realmente uma série obrigatória para aqueles que admiram aquilo que vai além do corriqueiro, que tem fascínio pelas estrelas, pelo universo, pela vida numa outra esfera, mais ampla e fascinante.

Indico a todos aqueles que, por muitas vezes, se perdem no dia-a-dia do trabalho, na rotina repetitiva dos dias, e que muitas vezes se questionam sobre as razões de tudo isto, porque não até dizer da vida. Novos horizontes são capazes de dar novo fôlego, novo sentido para tudo na vida das pessoas. Cosmos, pra mim, tem este efeito.

No Brasil, desconheço quem grava e distribui este documentário comercialmente. Você pode encontrá-lo nos meios pouco convencionais, como torrents e outros programas de compartilhamento de arquivos. Caso alguém tenha esta informação, por favor, compartilhe-a.

Até a próxima!