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A série relativamente nova (considerando a data do post) da CBS tinha que ser um sucesso: fala de nerds de uma forma real e, até onde é possível, digna.

Digo isso por saber que sou nerd também. Na verdade, hoje em dia muita gente é nerd, e nem é mais feio ser nerd como já foi um dia. Aliás, o termo surgiu do filme de mesmo nome (pelo menos é o que me disseram), e tem diversas definições. Você pode ver duas, a da Wikipedia e a da Desciclopédia, muito boa também.

Bem, mas voltando à série, posso dizer que garante muitas risadas. São dois amigos, Leonard e Sheldon, que dividem um apartamento e ganham uma nova vizinha, muito bonita, a Penny. Leonard se apaixona e Sheldon começa a sentir seu espaço invadido. A série conta, ainda, com os dois distintos amigos de Sheldon e Leonard, os igualmente nerds Wolowitz e Raj, que fecham o quinteto mais engraçado da atualidade, em minha opinião.

Cada um dos quatro amigos nerds tem características diferentes. Dá pra falar, quase, em uma graduação nerd, e uma unidade de medida (vejam como eu sou nerd).

Leonard seria o mais próximo da média das pessoas comuns, pois tem sua genialidade e gosta das coisas nerds, mas se porta (quase que) como as outras pessoas numa conversa ou no seu local de trabalho. Tem a auto-estima prejudicada por se comparar com os “normais”. Na série, ele tem doutorado e trabalha na Universidade da Califórnia. Sheldon se diz muito mais genial que Leonard.

Wolowitz seria algo do tipo “nerd-lover”, um pobre ser que não se enxerga. Ele não tem consciência de que a média das pessoas não considera normal aquilo que ele faz. Tem uma postura de conquistador, e tenta utilizar seu “charme nerd” para conquistar Penny, com horrorosas cantadas em 5 línguas, e com convites para encontros com seu personagem de WoW.

Raj não fala com mulheres. Veio da Índia, e fala um inglês cheio de sotaque. Com um pouco de álcool, é capaz de deixar a vergonha de lado e falar com todos, inclusive mulheres, mas perde completamente o senso de educação e polidez. Como todos, grande jogador de Halo e usuário de internet.

Sheldon, sem a menor sombra de dúvidas, é o mais nerd de todos. Com um ego maior do que o próprio planeta, terminou a graduação antes dos 20 anos, bem como mestrado e doutorado. Cheio de manias e regras para suas coisas, pode ser considerado um “control freak”, daqueles que catalogam até as meias por cor dentro da gaveta. Ácido e mal-humorado, é o maior estereótipo de nerd da série, e, na minha opinião, o mais engraçado.

Que cada nerd se classifique. Eu já me achei aí no meio. Dá pra achar todos os amigos também, e se sentir compreendido, por exemplo, quando fizer um “corujão” pra jogar CS ou outro jogo qualquer, ou quando questionar coisas que os outros jamais questionariam.

Mas o principal é ver essa série, que está na primeira temporada ainda. Dá tempo de ver desde o primeiro episódio. Aproveitem!

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Tava reparando esses dias em como a Globo consegue fazer o que quer. Foi ouvindo uma música muito ruim de uma banda aí, acho que chama NX Zero, que comecei a pensar: “Será que as pessoas realmente gostam disso?” Nada contra, hein, só não toque onde eu possa ouvir. Cada um, cada um…

Pois é. A música deles foi tema de alguma coisa da Globo, deve ter sido Malhação. OPS - tema não, senão vão me xingar, mas a música é parte da trilha sonora da série. Pois é! Aí as pessoas ouvem aquela música over and over again, e o “Altas Horas” os chama para serem entrevistados. Talvez eles participem do “Video Game”, quadro do “Video Show” e vão também ao “Programa do Jô”. Aí, a Globo também cria um “Prêmio MultiShow 2008″ e pronto: são grandes músicos, consagrados na mídia!

Muito legal isso! Eles criam sucesso. Literalmente. Acontece também com atores, eles estréiam na Malhação, e pouco tempo depois fazem uma novela das 6. Aí eles começam a ser elogiados no “Video Show” pela “incrível atuação” nessa novela (porque realmente não dá pra elogiar a Malhação), e logo ganham entrevistas no Jô e no Serginho. Viram grandes estrelas.

Um caso legal é esse da Marjorie Estiano, muito simpática a menina, eu particularmente gosto muito dela, mas foi um meteoro global total. Ela surgiu na Malhação como uma vilã, depois ficou boazinha. Era cantora, acabou gravando o hit num CD (nossa, a música eu não aguentava mais) e, não mais que de repente, todo mundo ouvia a música. Num passe rápido, depois das entrevistas nos conceituados programas, estreou como leading actress no horário nobre da globo, com a novela “Duas Caras”.

Deve haver competência, mas claramente tem apadrinhamento também. Do jeito que cria, abafa também alguns sucessos. Abafa alguns jornalistas também, me parece que da forma que lhes convém.

Foi com essa pulga atrás da orelha que fui procurar alguma coisa sobre Globo que pudesse cheirar mal. Depois dessa campanha “Qualidade - só se vê na Globo”, de produção extremamente refinada, comecei a me desagradar um tanto com as formas da empresa de se portar e fazer as coisas. A diferença que se vê entre as outras redes e a Globo também são enormes - até o formato de programas e noticiários são muito diferentes - o que não teria problema algum, se não fosse o fato de haver tanta discrepância entre as notícias do Jornal Nacional e a notícia veiculada nos outros.

Ih, tem vários casos desse tipo de acusação. Eu fico na posição de especulador, não tenho peso pra afirmar nada, nem conhecimento, mas o mínimo que posso ficar é intrigado com o tipo de informação que chega a mim pelos diversos meios. Veja, por exemplo, este artigo do Fazendo Média, “Jornalistas perseguidos na TV Globo”. Recomendo seguir os links no texto para ver o tamanho da coisa. Tem também o bom e velho “Além do Cidadão Kane”, que é um documentário produzido pela BBC e que não passou no Brasil porque foi proibido. Isto é, no mínimo do mínimo, suspeito. Sugiro que o assistam também, assim podem ficar com a pulga atrás da orelha como eu.

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Muito se critica a utilização da Internet, considerada excessiva nos dias atuais. Muito se fala na televisão sobre os males da grande rede, dizendo que, cada vez mais, nossas crianças a estão utilizando para os mais diversos fins, e que o maior mal seria o fato de que isto distancia as pessoas, limita o convívio e prejudica a formação do usuário como ser humano.

Desta postura, vem os mais diversos tipos de manifestação, que atestam o pouco conhecimento que as pessoas tem sobre como tratar um problema. Pais limitam o uso dos filhos, travam toda a máquina, impedem que utilizem o Orkut ou o MSN, como se isso fosse solucionar o problema. Como se este fosse o problema.

É interessante, pois isto aconteceu muitas vezes na história com várias coisas diferentes. Televisão em excesso prejudica, desenho em excesso prejudica… No mundo da computação, podemos citar diversas coisas, como por exemplo os jogos violentos. Wolfenstein 3D, Doom e Duke Nukem 3D foram praticamente banidos dos computadores dos jovens na minha época, pois supostamente transformariam os jovens em assassinos em série, sociopatas perigosos à sociedade. E então, diversos médicos aparecem no Jornal Nacional, atestando e justificando isto das formas mais absurdas. Depois do incidente no cinema em São Paulo, onde um estudante abriu fogo contra a platéia, a questão ficou ainda mais em destaque.

Engraçado, eu joguei muito esses jogos e nunca saí dando tiros em cinema. Posso dizer que até tive vontade em certas ocasiões… mas…

O que as pessoas não percebem é que o problema não está na Internet, no MSN ou no Orkut, nem no Doom ou no Duke Nukem, e sim em cada um. Por isso me soa até engraçado ouvir que a Internet afasta as pessoas e limita o convívio! Imagine, hoje com a Internet eu consigo manter contato com amigos que estão em São Paulo, Curitiba e Itajubá, tudo no mesmo lugar. Sei como anda meu amigo que foi pra Inglaterra, e coloca fotos no Orkut da viagem dele! Recebo e-mails dos meus pais, e combino as coisas por MSN com meus amigos, o que vamos fazer à noite ou pra onde vamos viajar no feriado.

Como a Internet pode limitar o convívio? Da mesma forma que a TV, o videogame ou uma cidade muito grande podem. Todos esses fatores podem estar presentes na vida das pessoas, mas cada um encara eles de uma forma diferente. Veja, eu com a Internet estreito meus laços, mas outros a utilizam para criar uma vida paralela, e se isolar das pessoas. Se não houvesse Internet, essas pessoas iam usar a TV para isto. O problema não mora na ferramenta, na desculpa utilizada para se isolar ou para surtar, mas sim no próprio surtado, no próprio isolado.

O risco que se corre com a má interpretação das coisas é o de se extinguir coisas úteis pelo mal uso que alguns fazem delas. Afinal, se fossemos pensar assim, até a sacolinha de supermercado é perigosa, vai que alguém coloca ela la cabeça e morre asfixiado? Vamos acabar com a sacolinha! Com o videogame, com o orkut… Com os carros, eles podem causar acidentes.

Onde mora o problema?