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Feliz ano novo a todos os leitores do stardust! Para começar o ano, que tal um pouco de TV?

Ano passado estava assistindo a TV Cultura (um dos poucos canais que tem uma programação REALMENTE interessante) quando me deparei com um documentário excelente sobre animais e a relação do ser humano com eles, “Animais, Seres Sencientes”. Ele foi produzido pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA Brasil), e seu lançamento foi naquele dia. Desde então, saí à procura de um DVD pra comprar o documentário.

Qual não foi minha surpresa quando, ao enviar um e-mail para a WSPA Brasil, recebi a resposta de Gisele Ramado que o documentário seria disponibilizado para download (!) gratuitamente. Claro que eu vou colocar o link para todos baixarem, pois o documentário é fora de série: Link do Torrent que eu criei - o link original do Rapidshare estava muito ruim.

O documentário é feito pelo depoimento de muitos, mas muitos profissionais extremamente qualificados no assunto, e aborda desde animais domésticos até os animais de trabalho e produção, passando pelos animais de entretenimento. Dura mais ou menos 50 minutos.

Para quem ficou curioso: a senciência é a capacidade de os animais sentirem dor, medo, prazer, alegria e estresse  – além de terem memória e até saudade. Este é o princípio que ronda todo o documentário, que nos faz questionar nossa responsabilidade diante desses seres que aqui habitam, junto de nós. Conheça a WSPA Brasil no site http://www.wspabrasil.org/

Um grande abraço e até a próxima!

 

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Anos e anos de suposta rivalidade é o que cerca a história de Bill Gates, o famoso (porém não único) fundador da Microsoft, e Steve Jobs, o famoso (porém não único) fundados da Apple Computers, atual Apple Inc. Provavelmente a rivalidade é mais real do que suposta - atuaram diretamente no mesmo mercado, numa época onde Software e Hardware viviam em uma “simbiose”, ou seja, não havia até então o conceito de fabricar o hardware sem um software que o acompanhasse.

Deste novo modelo, surgiu a Microsoft. Essa história pode ser vista no famoso filme “Os piratas do Vale do Silício” (percebam que eu adoro a Wikipedia… hehehe), um prato cheio para quem gosta de história dos computadores. Bem, anos se passam, Steve Jobs sai da Apple, a Microsoft lança o Windows, Steve volta para a Apple e, de repente, “reata” com Gates. Mais alguns anos e máquinas da Apple voltam a rodar software Microsoft.

Andando pelo YouTube, como de costume, achei uma entrevista feita com os dois rapazes juntos, em 2007, na D5 All Things Digital conference no Vale do Silício. Muito interesante e inspiradora para aqueles que gostam de tecnologia. A visão de ambos sobre o negócio, e o “acreditar na idéia” são claros em diversos pontos da entrevista. Provavelmente por isto eles tem tanto sucesso.

Prometo que futuramente escreverei mais sobre história dos computadores. E que escreverei também sobre Stephen Wozniak, “o outro Steve” da Apple (e ao meu ver um grande gênio).

O vídeo tem 7 partes. É meio confuso, pois tem Part 1 of 7, 2 of 7, 3:1 of 7, 3: 2 of 7, 4: 1 of 7, 4: 2 of 7…. até a 7. Acho que cortaram as partes em mais partes… Se alguém souber um link melhor pra esta entrevista, por favor, poste nos comentários!

Abraços e até a próxima!

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A série relativamente nova (considerando a data do post) da CBS tinha que ser um sucesso: fala de nerds de uma forma real e, até onde é possível, digna.

Digo isso por saber que sou nerd também. Na verdade, hoje em dia muita gente é nerd, e nem é mais feio ser nerd como já foi um dia. Aliás, o termo surgiu do filme de mesmo nome (pelo menos é o que me disseram), e tem diversas definições. Você pode ver duas, a da Wikipedia e a da Desciclopédia, muito boa também.

Bem, mas voltando à série, posso dizer que garante muitas risadas. São dois amigos, Leonard e Sheldon, que dividem um apartamento e ganham uma nova vizinha, muito bonita, a Penny. Leonard se apaixona e Sheldon começa a sentir seu espaço invadido. A série conta, ainda, com os dois distintos amigos de Sheldon e Leonard, os igualmente nerds Wolowitz e Raj, que fecham o quinteto mais engraçado da atualidade, em minha opinião.

Cada um dos quatro amigos nerds tem características diferentes. Dá pra falar, quase, em uma graduação nerd, e uma unidade de medida (vejam como eu sou nerd).

Leonard seria o mais próximo da média das pessoas comuns, pois tem sua genialidade e gosta das coisas nerds, mas se porta (quase que) como as outras pessoas numa conversa ou no seu local de trabalho. Tem a auto-estima prejudicada por se comparar com os “normais”. Na série, ele tem doutorado e trabalha na Universidade da Califórnia. Sheldon se diz muito mais genial que Leonard.

Wolowitz seria algo do tipo “nerd-lover”, um pobre ser que não se enxerga. Ele não tem consciência de que a média das pessoas não considera normal aquilo que ele faz. Tem uma postura de conquistador, e tenta utilizar seu “charme nerd” para conquistar Penny, com horrorosas cantadas em 5 línguas, e com convites para encontros com seu personagem de WoW.

Raj não fala com mulheres. Veio da Índia, e fala um inglês cheio de sotaque. Com um pouco de álcool, é capaz de deixar a vergonha de lado e falar com todos, inclusive mulheres, mas perde completamente o senso de educação e polidez. Como todos, grande jogador de Halo e usuário de internet.

Sheldon, sem a menor sombra de dúvidas, é o mais nerd de todos. Com um ego maior do que o próprio planeta, terminou a graduação antes dos 20 anos, bem como mestrado e doutorado. Cheio de manias e regras para suas coisas, pode ser considerado um “control freak”, daqueles que catalogam até as meias por cor dentro da gaveta. Ácido e mal-humorado, é o maior estereótipo de nerd da série, e, na minha opinião, o mais engraçado.

Que cada nerd se classifique. Eu já me achei aí no meio. Dá pra achar todos os amigos também, e se sentir compreendido, por exemplo, quando fizer um “corujão” pra jogar CS ou outro jogo qualquer, ou quando questionar coisas que os outros jamais questionariam.

Mas o principal é ver essa série, que está na primeira temporada ainda. Dá tempo de ver desde o primeiro episódio. Aproveitem!

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Tava reparando esses dias em como a Globo consegue fazer o que quer. Foi ouvindo uma música muito ruim de uma banda aí, acho que chama NX Zero, que comecei a pensar: “Será que as pessoas realmente gostam disso?” Nada contra, hein, só não toque onde eu possa ouvir. Cada um, cada um…

Pois é. A música deles foi tema de alguma coisa da Globo, deve ter sido Malhação. OPS - tema não, senão vão me xingar, mas a música é parte da trilha sonora da série. Pois é! Aí as pessoas ouvem aquela música over and over again, e o “Altas Horas” os chama para serem entrevistados. Talvez eles participem do “Video Game”, quadro do “Video Show” e vão também ao “Programa do Jô”. Aí, a Globo também cria um “Prêmio MultiShow 2008″ e pronto: são grandes músicos, consagrados na mídia!

Muito legal isso! Eles criam sucesso. Literalmente. Acontece também com atores, eles estréiam na Malhação, e pouco tempo depois fazem uma novela das 6. Aí eles começam a ser elogiados no “Video Show” pela “incrível atuação” nessa novela (porque realmente não dá pra elogiar a Malhação), e logo ganham entrevistas no Jô e no Serginho. Viram grandes estrelas.

Um caso legal é esse da Marjorie Estiano, muito simpática a menina, eu particularmente gosto muito dela, mas foi um meteoro global total. Ela surgiu na Malhação como uma vilã, depois ficou boazinha. Era cantora, acabou gravando o hit num CD (nossa, a música eu não aguentava mais) e, não mais que de repente, todo mundo ouvia a música. Num passe rápido, depois das entrevistas nos conceituados programas, estreou como leading actress no horário nobre da globo, com a novela “Duas Caras”.

Deve haver competência, mas claramente tem apadrinhamento também. Do jeito que cria, abafa também alguns sucessos. Abafa alguns jornalistas também, me parece que da forma que lhes convém.

Foi com essa pulga atrás da orelha que fui procurar alguma coisa sobre Globo que pudesse cheirar mal. Depois dessa campanha “Qualidade - só se vê na Globo”, de produção extremamente refinada, comecei a me desagradar um tanto com as formas da empresa de se portar e fazer as coisas. A diferença que se vê entre as outras redes e a Globo também são enormes - até o formato de programas e noticiários são muito diferentes - o que não teria problema algum, se não fosse o fato de haver tanta discrepância entre as notícias do Jornal Nacional e a notícia veiculada nos outros.

Ih, tem vários casos desse tipo de acusação. Eu fico na posição de especulador, não tenho peso pra afirmar nada, nem conhecimento, mas o mínimo que posso ficar é intrigado com o tipo de informação que chega a mim pelos diversos meios. Veja, por exemplo, este artigo do Fazendo Média, “Jornalistas perseguidos na TV Globo”. Recomendo seguir os links no texto para ver o tamanho da coisa. Tem também o bom e velho “Além do Cidadão Kane”, que é um documentário produzido pela BBC e que não passou no Brasil porque foi proibido. Isto é, no mínimo do mínimo, suspeito. Sugiro que o assistam também, assim podem ficar com a pulga atrás da orelha como eu.

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Astrofísica é um assunto fascinante, porém quase que inatingível pela maioria das pessoas. Conceitos de matemática, física e astronomia podem parecer muito complexos, e podem tornar um estudo, uma incursão nesta área tão interessante num primeiro momento pouco estimulante, dada a nossa formação comum.

No início dos anos 80 foi lançada a série Cosmos, escrita por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, fimada por 3 anos em diversos países. Esta série tem 13 episódios distintos, e chama a atenção pela trilha sonora extremamente agradável e, principalmente, pela forma de exposição do conteúdo científico denso. Carl Sagan é o próprio host do programa, e narra todos os episódios com uma linguagem suficientemente simples para que todos tenham condições de entedê-la.

Nos últimos anos, a série passou por algumas revisões, dadas as mudanças políticas no planeta e a novas descobertas científicas, porém mantém-se quase sem correções, o que demonstra a grande qualidade do trabalho. A série mostra de forma fascinante o universo em que vivemos, abrange astronomia, astrologia, teoria da relatividade, estrelas, efeito estufa, galáxias… É realmente uma série obrigatória para aqueles que admiram aquilo que vai além do corriqueiro, que tem fascínio pelas estrelas, pelo universo, pela vida numa outra esfera, mais ampla e fascinante.

Indico a todos aqueles que, por muitas vezes, se perdem no dia-a-dia do trabalho, na rotina repetitiva dos dias, e que muitas vezes se questionam sobre as razões de tudo isto, porque não até dizer da vida. Novos horizontes são capazes de dar novo fôlego, novo sentido para tudo na vida das pessoas. Cosmos, pra mim, tem este efeito.

No Brasil, desconheço quem grava e distribui este documentário comercialmente. Você pode encontrá-lo nos meios pouco convencionais, como torrents e outros programas de compartilhamento de arquivos. Caso alguém tenha esta informação, por favor, compartilhe-a.

Até a próxima!