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Muito se critica a utilização da Internet, considerada excessiva nos dias atuais. Muito se fala na televisão sobre os males da grande rede, dizendo que, cada vez mais, nossas crianças a estão utilizando para os mais diversos fins, e que o maior mal seria o fato de que isto distancia as pessoas, limita o convívio e prejudica a formação do usuário como ser humano.

Desta postura, vem os mais diversos tipos de manifestação, que atestam o pouco conhecimento que as pessoas tem sobre como tratar um problema. Pais limitam o uso dos filhos, travam toda a máquina, impedem que utilizem o Orkut ou o MSN, como se isso fosse solucionar o problema. Como se este fosse o problema.

É interessante, pois isto aconteceu muitas vezes na história com várias coisas diferentes. Televisão em excesso prejudica, desenho em excesso prejudica… No mundo da computação, podemos citar diversas coisas, como por exemplo os jogos violentos. Wolfenstein 3D, Doom e Duke Nukem 3D foram praticamente banidos dos computadores dos jovens na minha época, pois supostamente transformariam os jovens em assassinos em série, sociopatas perigosos à sociedade. E então, diversos médicos aparecem no Jornal Nacional, atestando e justificando isto das formas mais absurdas. Depois do incidente no cinema em São Paulo, onde um estudante abriu fogo contra a platéia, a questão ficou ainda mais em destaque.

Engraçado, eu joguei muito esses jogos e nunca saí dando tiros em cinema. Posso dizer que até tive vontade em certas ocasiões… mas…

O que as pessoas não percebem é que o problema não está na Internet, no MSN ou no Orkut, nem no Doom ou no Duke Nukem, e sim em cada um. Por isso me soa até engraçado ouvir que a Internet afasta as pessoas e limita o convívio! Imagine, hoje com a Internet eu consigo manter contato com amigos que estão em São Paulo, Curitiba e Itajubá, tudo no mesmo lugar. Sei como anda meu amigo que foi pra Inglaterra, e coloca fotos no Orkut da viagem dele! Recebo e-mails dos meus pais, e combino as coisas por MSN com meus amigos, o que vamos fazer à noite ou pra onde vamos viajar no feriado.

Como a Internet pode limitar o convívio? Da mesma forma que a TV, o videogame ou uma cidade muito grande podem. Todos esses fatores podem estar presentes na vida das pessoas, mas cada um encara eles de uma forma diferente. Veja, eu com a Internet estreito meus laços, mas outros a utilizam para criar uma vida paralela, e se isolar das pessoas. Se não houvesse Internet, essas pessoas iam usar a TV para isto. O problema não mora na ferramenta, na desculpa utilizada para se isolar ou para surtar, mas sim no próprio surtado, no próprio isolado.

O risco que se corre com a má interpretação das coisas é o de se extinguir coisas úteis pelo mal uso que alguns fazem delas. Afinal, se fossemos pensar assim, até a sacolinha de supermercado é perigosa, vai que alguém coloca ela la cabeça e morre asfixiado? Vamos acabar com a sacolinha! Com o videogame, com o orkut… Com os carros, eles podem causar acidentes.

Onde mora o problema?

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Quem mora em cidade grande adora falar das vantagens disso. Acho impressionante como as pessoas enxergam tantas vantagens na loucura do dia-a-dia desses centros industriais, comerciais, residenciais…

Quando eu era mais novo, sempre quis viver em São Paulo. Afinal, “é lá que acontecem as coisas” e onde todos estão. Mas o tempo passou, e a vida me levou a um lugar muito, mas muito diferente mesmo de São Paulo. Fui estudar em Minas Gerais, numa cidade chamada Itajubá. Foi quase como uma sentença de morte saber que eu ia morar numa cidade que tinha menos de cem mil habitantes! Pra quem sempre ouviu sobre as maravilhas de São Paulo, aquilo só poderia ser mesmo um inferno.

E realmente, no começo não foi exatamente um caso de amor. Afinal, a cidade tem apenas duas casas noturnas, que nem sequer abrem no mesmo dia, e alguns poucos bares a serem freqüentados. Por algum tempo aquilo foi um grande problema, e muitas vezes pensei em dar um jeito de ir embora, de mudar de faculdade, sei lá, para estar perto de São Paulo de alguma forma.

Porém, é interessante ver como nós podemos mudar com o tempo. As experiências que se vive numa cidade pequena também tem sua beleza. Parece que as pessoas são mais amistosas, que é mais fácil se aproximar delas. Tudo fica próximo, tudo fica perto, e provavelmente você poderá se virar bem com uma bicicleta, ou mesmo a pé. Fazer um programa diferente pode não ser muito fácil dadas as opções, mas é possível estar todas as noites junto de amigos, sem que isto lhe ocasione desgaste de trânsito. Trânsito! Isto não existe em cidade pequena praticamente. Afinal, é aquela história, diz-se que em São Paulo você tem restaurantes de comidas internacionais em abundância, mas o que adianta isto se eu não consigo chegar neles?

Enfim, foi uma tremenda mudança. Hoje admiro muito mais, e almejo estar sempre morando num lugar como este. Onde eu acorde pela manhã e veja no meu horizonte, logo após as casas e prédios, montanhas e natureza. Um lugar onde 10 minutos são suficientes para ir de qualquer lugar a qualquer outro lugar, e que em 5 minutos eu possa chegar a uma cachoeira bem bonita…

Claro, a realidade da nossa vida nem sempre nos permite isto. Aliás, isto vem num momento muito interessante, pois estou saindo de Itajubá, e voltando para o estado de São Paulo, para Campinas, uma cidade bem cheia de problemas, trânsito, violência… Fica um sentimento prévio de saudades deste lugar que, espero eu, ainda voltará a ser minha casa.

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Astrofísica é um assunto fascinante, porém quase que inatingível pela maioria das pessoas. Conceitos de matemática, física e astronomia podem parecer muito complexos, e podem tornar um estudo, uma incursão nesta área tão interessante num primeiro momento pouco estimulante, dada a nossa formação comum.

No início dos anos 80 foi lançada a série Cosmos, escrita por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, fimada por 3 anos em diversos países. Esta série tem 13 episódios distintos, e chama a atenção pela trilha sonora extremamente agradável e, principalmente, pela forma de exposição do conteúdo científico denso. Carl Sagan é o próprio host do programa, e narra todos os episódios com uma linguagem suficientemente simples para que todos tenham condições de entedê-la.

Nos últimos anos, a série passou por algumas revisões, dadas as mudanças políticas no planeta e a novas descobertas científicas, porém mantém-se quase sem correções, o que demonstra a grande qualidade do trabalho. A série mostra de forma fascinante o universo em que vivemos, abrange astronomia, astrologia, teoria da relatividade, estrelas, efeito estufa, galáxias… É realmente uma série obrigatória para aqueles que admiram aquilo que vai além do corriqueiro, que tem fascínio pelas estrelas, pelo universo, pela vida numa outra esfera, mais ampla e fascinante.

Indico a todos aqueles que, por muitas vezes, se perdem no dia-a-dia do trabalho, na rotina repetitiva dos dias, e que muitas vezes se questionam sobre as razões de tudo isto, porque não até dizer da vida. Novos horizontes são capazes de dar novo fôlego, novo sentido para tudo na vida das pessoas. Cosmos, pra mim, tem este efeito.

No Brasil, desconheço quem grava e distribui este documentário comercialmente. Você pode encontrá-lo nos meios pouco convencionais, como torrents e outros programas de compartilhamento de arquivos. Caso alguém tenha esta informação, por favor, compartilhe-a.

Até a próxima!

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Não foi num dia exatamente inspirado que resolvi criar um blog. Na realidade, talvez seja a maior perda de tempo, pois eu mesmo não sou um grande freqüentador de blogs, um assíduo visitante de algo do tipo.

Porém me ocorreu que pudesse ser interessante. Andei por aí, visitando diversos outros blogs diferentes, sempre procurando por assuntos diversos, e me deparei com uma quantidade enorme de informação realmente relevante. Pessoas que tem algo a dizer publicando tudo aquilo que acham interessante.

Ficou uma pergunta, até diria uma vontade de saber: “Será que eu tenho algo a dizer?”

Isto estou pra descobrir ainda. Neste espaço vou procurar ao máximo escrever sobre coisas relevantes para as pessoas. Ainda não tenho um tema corrente definido, e nem sei se quero ter (apesar de saber que ser específico para essas coisas é interessante), porém farei o máximo para mostrar aquilo que julgo ser interessante. Pode ser que eu encontre alguém de gostos similares, e possamos trocar experiências.

O nome é temporário, mas tem tudo pra se tornar definitivo. Stardust significa, numa tradução literal, “poeira de estrelas”, e é uma palavra amplamente utilizada. Aparece no nome “Ziggy Stardust”, um “personagem” que David Bowie utilizou para gravar diversos LP’s. É também nome de filme, em português Stardust - O Mistério da Estrela, e também nome de livro. Mas stardust pode ser interpretado como um material, um princípio, um início de alguma coisa. Poeira de estrelas, pó, é aquilo que deu origem a tudo que conhecemos hoje. Afinal, aqui na Terra, tudo provém deste pó, desta poeira originada nos confins do Universo. É a origem de todos os materiais e de toda a vida na Terra, e para aqueles que gostam de grandes significados para as coisas, podem pensar sobre origens.

Sem pretensão de querer ser assim tão abrangente. Mas, convenhamos, é um nome estratégico quando se quer falar, e não se sabe do que…